terça-feira, 13 de maio de 2014

Manipulação


Encontrei este texto por acaso numa pesquisa e não é que se enquadra na perfeição ao que ando a tentar descrever sobre a minha mãe. Vou sublinhar as que mais se adequam:

Entenda as características de uma personalidade manipuladora.
 Elas não são óbvias porque essas pessoas agem em silêncio ao construírem um muro de obrigações que temos para com elas. Esse muro acaba fazendo com que você se sinta pressionado e obrigado a continuar agindo dessa maneira por elas, mesmo que no fundo você fique se perguntando como a coisa chegou a esse ponto. Algumas das características de uma personalidade manipuladora incluem:
  • O mártir. A pessoa com esse tipo de personalidade age como se ele ou ela fossem muito legais com os outros, mas na verdade estão misturando consideração com a necessidade de serem importantes para você. Quando agem assim, eles fazem coisas pelos outros que ninguém pediu ou quis que fizessem, mas assim eles garantem uma ligação com o “favorecido”. Fazendo esse “favor” para você, eles esperam que você dê algo em troca. Outra coisa que eles costumam fazer é jogar na sua cara tudo o que já fizeram por você e quando terão o retorno para tanta “boa vontade”...
Já tinha percebido que ela fazia jogos psicológicos (muito bem conseguidos, digamos) que me sinto completamente inútil e sem força de lutar por aquilo que acredito e quero, SAIR DAQUI!!!

Preciso de coragem e esta perdi à muitos anos, quando ainda era criança (se é que já deixei de o ser, não sei não, sou tratada como tal, acho que nunca cresci ainda e preciso urgentemente disso).


 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Já nem sei mais por onde ir....

Já há algum tempo que por aqui não passo, como vos tinha dito, o relembrar coisas do passado, estava a deixar-me deprimida, e decidi parar.

Agarrei-me com todas as minhas forças ao artesanato, o meu refugio e tentei seguir em frente. Tantas coisas se passaram, mas continuo sempre aqui, cá em casa, o que por si só já não é uma boa noticia, já deveria ter ganho coragem de sair. Sinto-me pressa, sinto-me atormentada e completamente manipulada. Eu juro que quero sair daqui, juro que quero mesmo ir viver, ser mãe de verdade, ser livre, feliz.

A minha mãe, infelizmente continua o mais egoísta possível parece uma criança em corpo de mulher. (Tenho pena de escrever isso) mas é a pura da verdade.

À uns dias atrás numa conversa à mesa, eu disse aos meus pais:

" Eu juro que não vos percebo, eu ouço os outros filhos a falarem dos pais, e dizem a minha mãe faz isso e aquilo por mim, os outros pais querem o bem para os filhos, mesmo que este bem seja um futuro melhor do que o dos pais, todos os pais querem os filhos felizes. Todos os pais amam os filhos incondicionalmente. Aqui não vejo inveja, egoísmo. Dizes que dizes nas costas e eu já aguento isso".

Sabem a resposta:

 - Vou-me embora daqui, eu não quero estar aqui. diz a senhora minha mãe. Berra, grita, tenta manipular a minha mãe e o meu pai contra mim. (E depois como posso pensar que não se trata de uma criança?!)

Pelo Carnaval, voltei a ter mais um ataque de pânico  ou de ansiedade (o 2º em espaço de meses, nunca tinha sentido nada tão horrível) porque ela lembrou-se de partir tudo o que lhe aparecia à frente, e berrava.) O meu grave defeito não consigo ficar calada ela falava eu respondia, até ficar com falta de ar  não me recordar de mais nada  a seguir.

Volto a realçar, NÃO SEI MESMO O QUE AINDA FAÇO AQUI!!!


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sou filha mas sinto-me a mãe...

É mesmo assim que me sinto, sendo filha sinto-me a mãe dos meus pais. Eles massacraram-me tanto com o facto de eu ir trabalhar que me sinto culpada, que me sinto responsável por eles.
 
A minha mãe no dia 21 de Setembro deste ano fez um dos seus "filmes" que tive um ataque de pânico no meio de uma enorme discussão, mais uma...
 
A máquina de café avariou, eles não compram outra, parece que ficam à minha espera, dizem "não temos dinheiro..."
 
Acontece isso ou aquilo nada fazem ficam sempre à espera que seja eu a resolver tudo, como se eu tivesse ganho o euromilhões, ou como se eu por vezes me senti-se com forças de seja o que for.
 
Já nem no artesanato me consigo "agarrar" quem acompanha a página já deve ter reparado que a página anda mais parada, eu estou novamente com o pensamento: Nada faço aqui, não mereço viver, não faço cá falta... São estas as palavras que me lembro constantemente, sinceramente não sei se vou aguentar muito mais tempo isso.
 
Eu faço apenas um pequeno resumo do que se passa, prefiro não entrar em pormenores desta discussão que vos falei no inicio da publicação, e ainda não tive coragem de vos contar porque me sinto culpada, talvez um dia, se eu sair deste buraco negro onde estou neste momento.
 
Até um dia.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013


Ter pais para que? Se quando preciso de um ombro amigo, eles não estão lá, se quando preciso de uma palavra de coragem, de incentivo recebo precisamente o contrário, se quando queria apenas ouvir fizeste bem feito, fizeste bem, ou mesmo não deverias ter feito assim, mas que explicassem de forma a eu entender o porque?! Ter pais apenas para me “cortarem as asas”, ter pais apenas para verem sempre o meu lado negativo, ou o lado negativo da vida e fazer-me afundar deste lado, não obrigada. O meu pai bem sei que não é bem assim, sei bem que é “uma vitima” no meio disso tudo, sei bem que também ele, pensa em suicídio tantas ou mais vezes do que eu, sei que o problema esta e sempre esteve apenas na família maternal, avós e mãe, juntos não há quem aguente.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bater sempre n mesma tecla, não tenho remédio...


Pode parecer que sou a pior pessoa do mundo e se calhar até sou, mas neste momento se me alguém me conseguisse ler a mesma, só iria ler: “não suporto a minha mãe, não a suporto…”

Eu ainda gostava de saber porque insisto em bater numa tecla que já não tem solução, Meu Deus, perdoa-me por ser fraca e não lutar pelo que quero, mas principalmente pelo que não quero, não a quero aturar. Ela complica por tudo, reclama de tudo, ai a sério tenho de “ sair deste filme”, tem vezes que só me apetece gritar: “ Odeio-te, odeio-te…” mas eu amo-a senão não cá continuava, sei de muitas pessoas que acham/ e com razão que já nem deveria estar aqui há anos, mas não sei porque, insisto nisso.

Despeço-me desta publicação apenas com uma mensagem para a Srª minha mãe que não a vai ler, mas deixo aqui o meu pensamento:

Acorda mulher para a vida, agradece a Deus o que tens e não o que não tens, ou poderias ter, não culpes os outros pelos teus fracassos, não queiram para os outros uma vida miserável como a tua, fica feliz com a felicidade dos outros, e não o contrário, aproveita o marido que tens, aproveita as filhas que Deus te deu, porque muitas no nosso lugar já te tinham deixado sozinha e sem sequer olhar para a tua cara.  A vida são 2 dias e um já vai na conta vive a vida e deixa de te lamentar.

terça-feira, 30 de julho de 2013

"Por vezes tem de se recuar para depois se puder avançar 2 passos..."

Tenho recebido mail's/ comentários a perguntar o porque de ter parado de escrever aqui no blog, por isso acho que merecem que eu explique aqui por publicação:

Comigo continua tudo igual, por enquanto continuo a trabalhar, sempre com as mesmas "chatices" cá em casa. Continuo cá em casa também, e continuo com o namoro e com o artesanato (o meu refugio).

Não deixei de escrever porque cá em casa as coisas estão calmas, nada disso, as discussões sem nexo continuam, o problema é que o fazer-me contar/ descrever discussões do presente estava a fazer-me contar/relembrar acontecimentos do passado e não me estava a fazer bem, foi por isso decidi parar um pouco para "respirar fundo" e depois sim continuar.

Como sabem, acho que escrevi isso em algum das outras publicações, fez em Fevereiro um ano que tentei suicídio, estou constamente a lutar contra uma recaída na depressão, no "buraco negro" onde me enfiei, por isso é que sempre que vir que estou a regredir paro um pouco e procuro pensar só em algo que goste, neste caso o artesanato, por isso por enquanto é lá na página onde me irão encontrar constatemente.

Obrigada de coração pela preocupação e pelo carinho.

Ate breve.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Desde que comecei a trabalhar cá em casa todos me apontam o dedo, todos me fazem sentir culpada...
 
Queria tanto puder contar o porque mas até a mim me custa só pensar nisso que escrever por enquanto não consigo, é de tal monstruosidade que nem consigo descrever, faltam-me as palavras.
 
Só quero pedir a Deus se ele realmente existe que me ampare, que venha em meu auxilio, porque eu já não aguento mais.